segunda-feira, abril 15, 2013

NUMA VIAGEM AO EGIPTO...

Uma transcrição alterada pela minha própria experiência que se assemelha em muito com a autora do texto original. E PORQUE  ME LEMBREI FORTEMENTE DELA…





A Deusa Sekhmet

... “A maioria das estátuas que existem de Sekhmet encontram-se em museus. Houve uma, no entanto, que vi no antigo Templo de Karnac numa ruina insignificante que quase ninguém dá por ela e que nem sequer é visitada pela grande maioria dos turistas que diariamente aí vão. Quando entrei nesse pequeno círculo onde ela se encontra, com espaço para poucas pessoas, fixei os meus olhos nela e me senti como se estivesse na presença de uma figura muito forte e protectora.”

...Senti -A VIVA e à sua força imanente, cheia de pujança, como se ela vibrasse ainda para lá dos tempos naquela imagem escondida da grande maioria dos turistas e disseram-nos que as pessoas que a guardavam conheciam o seu Mistério profundo e actual...tal como a autora, embora houvesse homens, "eu viajava com um grupo de mulheres e todas nós sentimos como se tivéssemos entrado num santuário…"

“Essa Estátua de Sekmet era uma escultura alta, feita de pedra de basalto escuro e macio. Estava sobre uma base rente ao chão; a mais alta de entre nós mal lhe chegava aos ombros. O seu rosto de leoa, não só era muito sereno como bondoso. Na cabeça ostentava um símbolo de poder, uma grande representação do disco solar com o aureus, a cabeça erecta da cobra ao centro. Na sua mão direita segurava a ANKh, símbolo da vida eterna (e Chave da Vida), com o braço ao lado do corpo. (…) A única fonte de luz no pequeno recinto irradiava de uma abertura no teto iluminando a câmara escura,” pois se travava com efeito de uma Câmara.

A Grande Deusa era a incorporação da Terra em seus ciclos, muito mais do que o sol e a lua em suas fases: ela era a criadora que traz a vida, a que a preserva e a destruidora dessa mesma vida. As mulheres em geral, tomam contacto com o aspecto sombrio da Deusa, principalmente quando ficam velhas.
(…)
JEAN SHINODA BOLEN

In AS DEUSAS E A MULHER MADURA

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