"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

sexta-feira, junho 28, 2013

ABRACEM A DEUSA EM SI

 


 
 
"Abracem a Deusa e a concepção divina da mulher que ela encerra. Peçam-lhe que vos revele esse eu feminino"

"A CRUCIFICAÇÃO DA DEUSA - A ANULAÇÃO DAS CONVICÇÕES DOS VALORES FEMININOS - É O MAIOR DOS NOSSOS E MAIS PENOSOS DRAMAS. MAS A CRUCIFICAÇÃO É APENAS UM PRELÚDIO DA RESSURREIÇÃO DA DEUSA."

Excertos de O VALOR DE UMA MULHER de Marian Willson

(RESPOSTA AO COMENTÁRIO DE ANÓNIMO DEIXADO EM CAIXA...)
 
(...)
"Buscamos movimentos de consciência.

A energia feminina, portadora da magia e da intuição, concordou em abdicar dessas qualidades – energia feminina significando não apenas os seres fisicamente femininos, mas a consciência feminina.
O movimento patriarcal nos últimos cinco mil anos afastou-se completamente do processo do nascimento para poder dedicar-se ao desenvolvimento de armas e ao contínuo aniquilamento dos seres humanos.
...

As mulheres estão com um “nó na garganta” porque concordaram, há quatro ou cinco mil anos, manter silêncio acerca da magia e da intuição que representavam e conheciam como parte da chama gémea. A chama gémea consiste na energia masculina e feminina coexistindo num só corpo, quer seja ele fisicamente masculino ou feminino.
Durante este período de mudança, será necessário que as mulheres desatem o “nó da garganta” e se permitam falar. Chegou a hora."


BARBARA MARCINIAK, Mensageiros do Amanhecer
Ed. Ground, São Paulo, 1992

2 comentários:

Anónimo disse...

O que é curioso neste texto, é que há semelhança a Cristo, crucificado. Um homem se sacrificou em nome de um povo, o mesmo que o crucificou diante de Pilatos. O povo crucificou a espiritualidade naquele momento... de alguma forma, o reino do homem imperou nestes últimos séculos, e a mulher, acabou ela sendo A Crucificada.

A verdade, é que a Era Matricial, ela afundou, por algum erro... a Era Actual, Patricial, está a caminho da sua ruptura... quantos séculos ainda hão-de persistir, isso não parece ser do nosso livre - arbítrio.
Quando se tenta matar o passado,exterminar qualquer memória, qualquer registo, acaba-se por se perder a origem, e portanto, falar da Lemúria, ou Antigo Mundo - MU, ou, até da Atlantida fica sempre essa dúvida de não passarem de lendas. É assim, que o que é ser feminino, porque tentaram apagar qualquer passado e ele implica passado pessoal, porque é dele que nasce a memória e os dizeres... é passado de boca em boca e quando se mata para não se lembrar, perde-se o elo... assim, encontrar o feminino, é como procurar uma agulha no palheiro.
Assim, terá existido uma mulher crucificada numa outra era, a era matricial? O que os homens representavam? Estaremos no pólo oposto nesta era? Ora se o passado não volta, então, desta polarização de eras, e consequentemente inversão de papeis dentro de cada era, do que nascerá daqui, que não terá o rosto de nenhuma delas?

«Sou um prato de perguntas, de inquietações... porque quanto mais certezas são dadas, mais incertezas me consomem!»

Um abraço

Rosa Leonor disse...

gRATA pela preciosidade do seu comentário...espero ter dado uma resposta satisfatória...

abraço

rl