quarta-feira, julho 03, 2019

"Graças, Senhor, por não me ter feito mulher".

ESTA É A "NOSSA" HERANÇA JUDAICO-CRISTÃ E ESTA MENTALIDADE ESTÁ NA ORIGEM DE TODA A VIOLÊNCIA E ABUSO DA MULHER:  

O demónio é mulher

"O livro Malleus Maleficarum, também chamado O martelo das bruxas (El maritllo de lãs brujas) recomenda o mais ímpio exorcismo contra o demônio que tem seios e cabelos compridos.

"Dois inquisidores alemães, Heinrich Kramer e Jakob Sprenger o escreveram, a pedido do Papa Inocêncio VIII, para enfrentar as conspirações demoníacas contra a Cristandade. Foi publicado pela primeira vez em 1486 e até o final do século XVIII foi o fundamento jurídico e teológico dos tribunais da Inquisição em vários países. Os autores afirmavam que as bruxas, do harém de Satanás, representavam as mulheres em estado natural: "Toda a bruxaria provem da luxuria carnal que nas mulheres é insaciável". E demonstravam que "esses seres de aspecto belo, cujo contato é fétido e a companhia mortal" encantavam os homens e os atraiam com silvos de serpentes, rabos de escorpião para aniquilá-los.

Os autores advertiam aos incautos: "A mulher é mais amarga que a morte. É uma armadilha. Seu coração, uma rede e correias, seus braços". Este tratado de Criminologia, que enviou milhares de mulheres às fogueiras da Inquisição, aconselhava que todas as suspeitas de bruxaria fossem submetidas a tortura. Se confessassem mereceriam o fogo. Se não confessassem também porque só uma bruxa, fortalecida por seu amante o Demônio nos conciliábulos das bruxas podia resistir a semelhante suplicio sem soltar a língua.

O papa Honório III sentenciara que o sacerdócio era coisa de machos: - As mulheres não devem falar. Seus lábios têm o estigma de Eva que provocou a perdição dos homens.

Oito séculos depois, a Igreja Católica continua negando o púlpito às filhas de Eva.

O mesmo pânico faz os mulçumanos fundamentalistas as mutilem o sexo e lhes cubram a cara.

E o alivio pelo perigo conjurado leva os judeus mais ortodoxos a começar o dia sussurrando: "Graças, Senhor, por não me ter feito mulher".

in "Naosoueuéaoutra"

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