sábado, julho 06, 2019

o corpo colonizado da mulher



UMA REALIDADE INCONTORNÁVEL
(e que as feministas não querem reconhecer...)


“Nuestro cuerpo de mujer está colonizado y responde a la ideología del colonizador. La liberación sexual de los años sesenta no fue en realidad para la mujer sino en el sentido masculino del término y en relación a los intereses de os hombres”.
Leonor Taboada


A MULHER NADA GANHA EM EXPOR-SE...

...Quando eu digo que a mulher não tem identidade, que foi amestrada pela sociedade para servir e cumprir um papel, muita gente me acha radical, mas quando eu olho a Mulher e vejo que ela não é mesmo nada em si a não ser como mulher objecto ao serviço da espécie, eu não me sinto como tal. O que eu sinto é que isto é uma atrocidade enorme e que as mulheres tinham de acordar deste sono milenar, desta anestesia geral que as torna sonâmbulas e obedientes e que quando se revoltam e se despem fazem-no ainda expostas aos predadores e continuam vítimas dos seus assédios e dos seus instrumentos de propaganda. Como é o caso das marchas das vadias ou das putas…Não é expondo a sua nudez em nome da sua liberdade, nem do seu corpo que elas vão ser elas mesmas, mas saindo dessa escravidão interior, saindo desse plano de inferioridade que as leva a reagir ao mesmo nível e com as mesmas armas e em que sempre perdem…

O caminho da mulher é o redescobrir da sua força interior, da Deusa em si, da mulher que emerge dentro de si mesma, a mulher que se ergue POR SI SÓ e se distancia da mulher que foi SUBESTIMADA, que foi amestrada, narcotizada, drogada, vampirizada e negada como uma totalidade. Trata-se do resgate da sua mulher selvagem, da sua Medusa, da mulher primeva, Lilith, a mais oculta das sombras da mulher…
Afinal, trata-se da sua verdadeira identidade, a sua Anima, a sua força criativa…e só Lilith poderá libertá-la da saturação do masculino e do seu domínio sexual e emocional que a vampiriza em todos os sentidos…Sem que a mulher se redescubra e se reestruture a partir desse íntimo ser em si mesma - no mais recôndito dela mesma - ela vai continuar a “dar-se” sem limites ou a vender-se, vai continuar a ser absorvida pelos homens, pelo sexo, pelos filhos e pelo sistema. Vai continuará a escrava de um escravo…

Estas e outras coisas o Sistema  e as pessoas em geral não querem ver e deixam-se enganar pelas ideologias marxistas e de género ou de ideias feitas ou idealizações que dizem uma coisa que em nada corresponde a realidade de vida das mulheres. O facto de haver mulheres de níveis sociais e económicos ou intelectuais que pertencem as classes favorecidas nada tem a ver com a mulher comum que continua a sofrer todos os agravos.
Embora concorde que todas as mulheres estejam sujeitas à violência de género, a sua defesa não pode ser apenas considerada apanágio das feministas e quem o faz ser considerada como feminista porque estas questões são de TODAS AS MULHERES...  sendo feministas ou não. Eu não partilho da ideia de que qualquer mulher que defenda a mulher seja feminista. Eu não me considero feminista no sentido politico e social que dão ao termo e portanto o meu trabalho e o que eu escrevo é em prol de uma Consciência de Ser Mulher unificada como um todo e sem ismos…
Serei eu  uma Mulher radical talvez, mas em luta pela afirmação da Mulher Essência… radicalmente sim pela mulher consciente de si, coisa que nem as feminista são na maior parte dos casos, pois lhes falta a dimensão ontológica e a o sentido do sagrado da Vida em todos os seus aspectos. Falta as feministas a dimensão espiritual e anímica… lamento, mas essa é uma lacuna imensa que faz toda a diferença da minha perspectiva e embora concorde com quase tudo o que dizem a nível social e politico falta essa dimensão do ser Mulher em si - como algo absoluto -  para redimensionar o feminino.

Dito isto,  acrescento a visão muito clara de uma feminista por a considerar muito correcta:

«A violência contra a mulher é global, transversal e epidêmica, sob diversas formas, não se restringe a estupro (incluindo violação em encontros ou de conhecidos e estupro conjugal), agressão, molestação sexual e abuso e assédio sexual. É evidente na prática de sati – o "suicídio" forçado de uma outra viúva herdeira da propriedade sobre a pira funerária de seu marido – ainda prevalecente, embora proibida, no subcontinente da Índia. É conspícua no infanticídio feminino, ainda praticado, embora ilegal, na China. É evidente nas "tradições" da venda de noivas, casamento infantil, poliginia, assassinatos de dote e reclusão forçada no Purdah. É flagrante no tráfico internacional de escravidão sexual de mulheres e crianças. É manifesto na negação de dois direitos humanos básicos – liberdade reprodutiva e liberdade de escolha sexual – por fundamentalistas de todas as religiões patriarcais.

Talvez se torne claro por que todas as questões são questões feministas – e por que as reformas sociais, ou a igualdade com os homens em uma sociedade definida pelo homem, ou "empoderar" as mulheres para ter "autoestima", deixando intacto um status quo com uma camada de ozônio perfurada – todas são pseudossoluções que uma feminista radical considera inaceitável. As vozes lindamente irascíveis nesta coleção não podem ser compradas tão facilmente.» (autora ?)

rlp

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