domingo, março 20, 2016

VAMA significa Mulher

O culto da Serpente de Fogo
"Vama significa ‘mulher’. Ela era tipificada pela lua, o néter, o fundo, ou inferno, em contraposição ao éter, o topo, o superior; a esquerda em contraste com a direita. Marg significa ‘caminho’; daí o termo Vama Marg denotar o Caminho que envolve a utilização da mulher, a corrente lunar ou seus poderes infernais.
(...)
 O culto à Shakti significa, de fato, o exercício da Serpente de Fogo, que não apenas fortifica o corpo de luz mas gradualmente queima todas as impurezas do corpo físico e o rejuvenesce. Quando o poder desperto da Serpente de Fogo chega ao plano da Lua, o fluxo de líquidos cérebro-espinais acalma os estados febris e remove todas as toxinas do corpo, refrigerando todo o sistema. Os adeptos do Tantra têm utilizado há muitos séculos vários métodos de elevação da Serpente de Fogo, e eles sabem, por exemplo, do valor mágico da urina e das essências vaginais que estão carregadas de vitalidade pois contêm as secreções das glândulas endócrinas. Estas práticas influenciam o sistema endócrino e estimulam os centros nervosos sutis ou chakras que formam uma ramificação dos centros de poder no corpo que agem como condutores das energias cósmicas.

Os Adeptos da Kaula, ao invés de dirigirem sua adoração à coroa da Deusa, preferem oferecê-la à vulva, onde está contida sua energia máxima, carregada de poder mágico.

As três gunas (os princípios sutis que eqüivalem aos elementos da Alquimia: Mercúrio, Enxofre e Sal), Sattva, Rajas e Tamas se eqüivalem à suave e fresca ambrosia, ou vinho prateado da lua, ao vinho rubro dos fluidos ígneos de Rajas e às borras espessas do vinho vermelho, ou lava negra, de Qliphoth. No plano da Serpente de Fogo, Tamas, ou Noite, caracteriza Seu primeiro estágio: o caos negro da ‘Noite do Tempo’ e a ‘Serpente do Lodo’. Quando a Serpente de Fogo desperta, Ela então derrama o pó vermelho, ou perfumes, associados ao Rajas. Este é o pó dos Pés da Mãe, que se manifesta no fluxo menstrual em seu segundo e terceiro dias. Finalmente, Ela atinge a pureza calma de sua essência lunar à medida em que chega ao cérebro, acima da zona de poder do visuddha (Chakra da garganta). É nesta jornada de volta que Ela reúne estas essências num Supremo Elixir e o descarrega através do Olho Secreto da Sacerdotisa. A Lua Cheia, portanto, representa a Deusa 15, uma lunação, pois Ela é o símbolo do ponto de retorno, criando, assim, a 16a. Kala ou Dígito do Supremo Elixir: a Parakala.

Rajas, Tamas e Sattva são representados na Tradição Oculta Ocidental pelos princípios alquímicos do Enxofre, Sal e Mercúrio, assim revelando que a arte da Alquimia não tinha outra provável intenção além daquela que tem sido objeto da preocupação dos místicos e dos magos, isto é, a obtenção da consciência cósmica através dos Mistérios psicossexuais da Serpente de Fogo. Esta trindade, Rajas, Tamas e Sattva ou Enxofre, Sal e Mercúrio, aparece no Tantra sob o nome de tribindu (três sementes; kamakala, literalmente, a flor ou essência do desejo). De acordo com o Varivasya Rahasya, estas três essências são conhecidas como shanti, Shakti e shambhu, ou paz, poder e abundância, e elas fluem dos pés da Deusa. É por isto que o tribindu está situado, diagramàticamente, na trikona ou triângulo invertido (yoni ou vagina) que simboliza Kali. Sattva, Rajas e Tamas são, assim, as três gunas ou princípios representados um em cada vértice do triângulo pelas letras do alfabeto Sânscrito que contém as vibrações de seus poderes relevantes. Conforme orientação específica do Culto, uma ou outra guna é exaltada; na prática, a disposição das letras não faz muita diferença. É a coleta das essências dos pés da Deusa que deu seu nome ao Vama Marg ou Caminho da Mão Esquerda, pois, neste contexto, Vama significa tanto ‘gerar’ como ‘botar para fora’. Os praticantes deste Caminho trabalham com as secreções que fluem da genitália feminina e não com a mera pronúncia das letras do alfabeto que, apesar de sua utilização mântrica para carregar e direcionar os fluidos, têm pouca ou nenhuma outra utilidade além desta.

De acordo com o Tantra, a Serpente de Fogo é em si o mantra criativo OM. A reverberação deste mantra, conforme ensinado no Culto da Kaula, alcança o poder enrodilhado na base da coluna vertebral e faz com que este se erga, inundando o corpo físico de luz. E, pela veneração Tântrica da Serpente de Fogo através da vagina da mulher escolhida para representar a Deusa, a kundalini relampeja para cima e, finalmente, se une em êxtase ao seu Senhor Shiva no Local da lótus de Mil Pétalas.

Tantrismo Homossexual Feminino

O amor Erótico entre as mulheres pode ser uma celebração de uma iniciação dentro o espírito criativo feminino, os mistérios femininos. Quando nós nos abrimos aos grandes segredos femininos, o espaço sagrado que é a fundação do mundo, fazendo amor torna-se sagrado. Lésbicas seguram a dimensão da força da mulher em seu mais profundo significado. Muitas lésbicas procuram identificar a nós mesmos de uma ótica interior de sabedoria feminina. Com cada ato de amar nós podemos abraçar este espaço interior profundo e explorar as possibilidades de voltar para nossa perfeição original. A Mulher amorosa pode ser considerada um processo alquímico alcançado dentro nossas muitas células. Através da pureza desta energia nós podemos reconhecer a integridade essencial da natureza. Nós sabemos que nós mesmos trazemos em nosso interior uma parte da "virgem", que significa um-em-ela mesma, não pertencendo a nenhum homem. O Lésbico amor sexual sagrado tem o potencial de acordar e nos reunir com a fonte divina de nossa existência. Não Importando Se nós temos companheiros sexuais que contam com muitos fatores, incluindo nossas circunstâncias, nosso karma e nosso propósito de vida. Sexo é sexo. Isto não está no gênero de nosso companheiro que faz nosso sexo tornar-se sagrado. Somente o conhecimento que nos é passado em nossos atos sexuais é que fazem com que eles tornem-se sagrados, seja quando nós fazemos amor para nós mesmos ou com um companheiro. Amor Lésbico é sagrado quando isto é visionário, interconectado e transformacional. Através da força do amor nós podemos descobrir ambas como mães/ criadoras de nossas vidas e como filhas / vigias da terra. Nossas vidas e nosso trabalho podem tornar-se expressões desta sabedoria e força.

Carma e Sexo

A compreensão e aceitação do conceito oriental de carma é particularmente importante para todas as pessoas que desejam aplicar os ensinamentos Tântricos em sua vida. A atuação do carma na vida diária deve ser constantemente estudada. As causas dos acontecimentos quase sempre nos parecem misteriosas, porém, se olharmos cuidadosamente o jogo de forças de um ponto de vista cármico, podemos mais facilmente compreender os trabalhos sutis do destino. Embora a idéia geral do carma, a lei da ação e reação, tenha sido aceita pelo pensamento ocidental contemporâneo, dificilmente é encontrada uma intuição altamente desenvolvida de seu preciso funcionamento. De acordo com a visão oriental, o carma dá forma a realidade; os acontecimentos que estamos no momento experimentando são um resultado direto das nossas ações passadas, seja nesta vida ou em vidas anteriores. E, da mesma forma, nossas atuais atitudes e ações determinam nosso futuro. Este princípio é tão verdadeiro para o mundo da física quanto para o drama da vida individual e coletiva. De acordo com os ensinamentos Tântricos, as forças do Carma permeiam todo o mundo. Os desejos agarram e acompanham a alma individual (Jiva) através de suas varias encarnações. Jiva sofre ou se delicia com os frutos de nossas ações; atado as correntes da matéria por seu carma, Jiva encarna seguidamente, recebendo vários nomes e identidades. Finalmente, quando todo o seu carma e extinto, Jiva e absorvido por sua Origem, a qual os textos sânscritos referem-se como Parabrahma (alem de Brahma); a divindade universal.

Os carmas migram, como pássaros, de vida a vida, prendendo-se a força vital.
Estas forças cármicas são modificadas pela ação consciente durante vidas sucessivas, 0 Prana Upanishad declara que: “Seja o que for que se pense no momento da morte, une a pessoa com seu Prana primário; então, o Prana se une com a alma e leva o indivíduo a renascer em algum lugar adequado”. Vocês já devem ter lido citações sobre as vitalidades ascendentes e descendentes do corpo, e também sobre o conceito dos portais superiores e inferiores do nosso templo do corpo. Estes são os portais através dos quais o Prana (força vital, respiração) e o carma entram e deixam o corpo; sem uma combinação destes dois, o indivíduo não reencarnaria, 0 Prana Upanishad, um antigo texto hindu, nos diz: “0 Prana entra no corpo na hora do nascimento, de forma que os desejos da mente, continuando de vidas anteriores, possam ser realizados.” As motivações pessoais são os “desejos da mente”; geralmente estas motivações inconscientes aparecem em horas de agonia ou êxtase. Os Tantras explicam que uma pessoa pode aprender a dissolver o carma pela ação do fogo interior, pela abstração dos sentidos, pela meditação e absoluta quietude interior, e participando das mesmas atividades que criam o carma, apenas com um cuidado e uma consciência tais que os desejos originais passados são transcendidos. Além disso, se uma pessoa pode viver dinamicamente “no presente”, as influências passadas podem ser transcendidas. As forças cármicas movem-se através dos canais do Corpo Sutil e também se encontram espalhadas no mundo exterior, manifestando-se em acontecimentos diários. Cada momento é uma experiência cármicas; contemplando e correlacionando estes momentos, podemos redescobrir o Eterno Agora dentro de nos mesmos."(...)
 D.A.

Copiado de PISTAS DO CAMINHO

COMENTÁRIO DE

Ananda Krishna Lila Este texto é uma confusão, um saco sem fundo de má informação e equívocos de toda a espécie, a começar pela palavra "vama" ou dizer que o tantra teve origem no Egipto. Parece-me uma colagem de algumas coisas que se encontram em diversos sites dentro da espera do google e alguns livros, como do André van Lysebeth que também não escreveu nada que se aproveitasse sobre tantra, embora tenha afirmado ser discípulo do Shivananda, afirmação à qual levanto muitas dúvidas.
A cultura védica e tantrica existiu lado a lado, a primeira direccionada para as duas castas mais altas e a segunda para o povo em geral sendo ambas nativas, nem trazidas por um suposto povo ariano vindo do norte e muito menos do Egipto. Pelo contrário, com o avanço das descobertas arqueológicas e sistemas de datação sabe-se hoje que a cultura do Vale do Sindhu se estendia de Varanasi até ao Paquistão, Tibete, China e Afeganistão, é mais antiga que a Suméria e que o Egipto e maior em extensão que as duas juntas.
Se tiver oportunidade assista a este video:
https://www.youtube.com/watch?v=8zcGLlLEbmI

1 comentário:

vania jones disse...

já li o texto e só n consigo assistir o vídeo. bom dia e beijinho.