segunda-feira, janeiro 29, 2018

ALCANÇAR O CENTRO







"Não cairei. Alcancei o centro. Escuto a pulsação de não sei que divino relógio através do fino invólucro carnal da vida plena de sangue, sobressaltos e de suspiros. Estou perto do núcleo misterioso das coisas como, à noite, estamos às vezes perto de um coração."  in FOGOS de Marguerite Yourcenar


Eu falo da mulher tocar o seu âmago. O seu, não do "outro", o par, seja o par romântico ou o tântrico...mas tocar essa Essência Sagrada em si que é o seu centro nuclear. O seu Útero. Nele está a chave do seu poder interno. A mulher não tem de deixar-se formatar  nem forçar-se a ser um mero "objecto de prazer" ou de "procriação", "barriga de aluguer" como a mulher moderna, que se julga emancipada, faz, nem a ser executiva a policia ou a politica e lutar com os homens por um lugar de chefia, ela não tem de ser igual nem forçar-se a ser o que os homens e a sociedade querem ainda que ela seja. Ela não tem de ser um instrumento de prazer visual nem a star de cinema - a mulher sexy ou a mulher fatal, a travesti do homem. E só se as suas raízes estiverem ligadas ao seu Útero e a Gaia, ela poderá ser fiel a sua essência e nunca mais poderá ser soldado, polícia ou ir à Guerra…ou deixar os seus filhos passar fome… porque a Mulher é a Terra…e ela é abundante. Porque é dela que nasce o amor e a paz e a dádiva. Ela é a Deusa em Si mesma. Filha da Terra Deusa e nós não nos podemos voltar a esquecer  do nosso dom... 


VAMOS INTERIORIZAR ISTO...

"Devemos lembrar-nos como e quando cada uma de nós passou por uma experiência da Deusa, e se sentiu sarada e integral por causa desta. São momentos santos, sagrados, intemporais, embora por mais inefáveis que se possam revelar, sejam difíceis de reter em palavras. Mas, quando qualquer outra pessoa menciona uma experiência semelhante, isso pode evocar as sensações que voltam a captar a experiência; se bem que só aconteça se falarmos da nossa vivência pessoal. É por isso que necessitamos de palavras para os mistérios das mulheres, o que parece exigir que uma de cada vez explicite o que sabe - como tudo o mais que é de foro feminino. Servimos de parteiras às consciências umas das outras.” *
(...)
*IN TRAVESSIA PARA AVALON
De Jean Shinoda Bolen

Rosa Leonor Pedro

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