segunda-feira, janeiro 11, 2016

A AMEAÇA GLOBAL ÀS MULHERES




"O OCIDENTE: UMA PODRIDÃO QUE CHEIRA BEM,
UM CADÁVER PERFUMADO."

Emile Cioran


Perante o quadro de horrores que se nos apresenta da condição da mulher no mundo eu pergunto como é que há mulheres que se acham emancipadas e livres só porque usufruem de uma circunstância social e política mais favorável em alguns Países, e esquecem como há outras mulheres mortas e violadas, quando na sua frente e diariamente – jornais e televisões - mostram a violência doméstica a par da manipulação sexual, psicológica e afectiva da mulher, umas vezes de forma subtil outras de forma brutal. Pergunto-me como é que as mulheres do mundo ocidental, intelectuais e cultas, escritoras e políticas, se podem sentir confortáveis perante este quadro de realidade tão próximas e insistir na sua atitude de alienação dedicando-se a uma cultura de consumo, alimentando estereótipos de beleza fictícia, quer em si mesmas quer em relação à arte e literatura, contribuindo para a separatividade entre as mulheres e continuando em competição umas com as “outras”…

É evidente que me dirão que também os homens vivem indiferentes aos outros homens e que também não se preocupam com as diferenças e a guerra e os crimes que cometem entre si e que o mal é humano e generalizado...mas os homens não são Mães, não geram filhos nem os alimentam…e foram eles que criaram a separatividade entre as mulheres e exploram igualmente os outros homens. São eles os detentores do Poder. Foram eles que mantiveram as mulheres nessa separatividade e as fragmentaram para delas se servirem em metades: foram os patriarcas que em nome do seu “deus e de leis divinas”, dividiram as mulheres em si mesmas e depois entre umas e outra, condenando-as a usar véu e burka, culpando-as do pecado do sexo em vez de as dignificar como mães e amantes em paralelo.
São os homens que alimentam este estado de coisas em todo mundo e o defendem com unhas e dentes…e fazem a guerra...no Oriente e no Ocidente!


Cabe portanto à Mulher consciente de si o papel de se consciencializar integrando a “outra mulher”, perceber que essa divisão secular a impede de reconhecer a sua irmã que é obrigada a prostituir-se e vender-se e não olhar para ela como a "galdéria" ou a má...só depois da mulher se consciencializar desta cisão milenar da mulher  poderá lutar pela sua verdadeira emancipação que só acontecerá quando a Mulher for UNA e consciente de si própria, não aceitando essa divisão da mulher nem dentro nem fora…
Poderão se calhar pensar que é uma missão impossível, mas se cada mulher de per si se consciencializar do seu potencial e unir as duas partes de si divididas pelo cisma católico, se compreenderem o alcance dessa tomada de consciência individual e trabalho consigo mesma e isto em todo mundo será mais fácil dar outros passos, pois todo o movimento social começa por um movimento interior de consciência.

Assim, se houver um movimento de Consciência do Feminino e da Deusa Mãe a nível Panetário, se as mulheres compreenderem a sua divisão interna e a superarem poderiam unir-se e ser uma Força Mundial e salvar o Planeta da catástrofe que se adivinha há muito…


ESCRITO EM 2006

Acrescente-se agora (2016) a ameaça eminente e concertada do extremismo árabe e as violações recentes a mulheres na Alemanha na Bélgica Suíça e outros países, organizadas em grupo e em massa que ameaçam a Europa com a Migração massiva de muçulmanos e outros fundamentalistas ...

Rosa Leonor Pedro

1 comentário:

Anónimo disse...

As mulheres sempre no meio das guerras, dos terrorismos, criados e praticados pelos homens. Homens brancos cristãos invadem os países dos árabes e persas, roubam suas riquezas, arrazam suas cidades, matam suas crianças e estupram suas mulheres. Homens árabes e persas muçulmanos, vem para a europa e espancam e estupram as mulheres. Para os homens, sejam brancos ou não, cristãos, judeus, muçulmanos, hidus, budistas, mulheres nada são, além de propriedade. Eles apenas estão mandando um recado pro homem branco europeu: vcs estupram as nossas e nós estupramos as suas.
Não estamos seguras em nenhum lugar do mundo, porque em todo lugar, o patriarcado misógino é o sistema dominante. Alemães espancam e estupram as alemãs, assim como na Bélgica e na Suiça. Aqui a situação só não é pior, por causa da luta das mulheres, notadamente, o feminismo que denuncia a violencia contra a mulher. Nos países muçulmanos árabes e persas, nem isso as mulheres tem.