domingo, janeiro 24, 2016

EU NÃO QUERO ESQUECER NEM PERDOAR

 
 
 
UMA ODE
de repudio à violência e domínio dos homens sobre as mulheres.
 
Eu não quero esquecer nem perdoar a ignomínia de séculos, senão milénios, de uso e exploração das mulheres por parte dos homens em todo o mundo. O esmagamento de metade da humanidade reduzida à escravidão, ainda em vigor numa parte enorme do globo, continua a ser a mulher a mais abusada e violada noutros sem excepção. Não, não me quero esquecer, nem perdoar todas as afrontas, sofrimento e violência sobre as mulheres ao longo de séculos, em cada canto do mundo e em cada casa. Os casos das mulheres nigerianas condenadas à morte por lapidação pelo crime de dar à luz uma criança do ex-marido...ou os assassínios brutais das mulheres em toda a parte pelos guerrilheiros inimigos, pelos prórpios maridos e irmãos, e mais gritante aodna em plena Europa os mais recentes casos de agressões e violações de mulheres na Alemanha e outros paises que estão a dar abrigo aos milhares de "migrantes" árabes e maioria muçulmana mesmo na nossa cara e com a quase conivência dos Estados e Governos e União Europeia.
Não, não quero esquecer a guerra nem a miséria em que SÃO as mulheres as primeiras vítimas de todas as guerras, violadas sistematicamente ou usadas para defender o interesse das famílias e do reino...A Inquisição católica que matou mais mulheres do que o Holocausto dos judeus por Hitler, as mulheres casadas à força ou tornadas freiras, as prostitutas e as mártires, as santas, as freiras, as criadas e as amas, as rainhas e as servas...as mães e as filhas, a mais arrogante das rainhas e mais humilde das concubinas na China e na Índia, todas elas sujeitas ao domínio dos patriarcas, padres e bispos e senhores e maridos e reis ou governantes deste mundo construído pelo poder da espada e da guerra contra o cálice sagrado da grande Deusa.
Eu não quero esquecer nem perdoar nem me deixar enganar por uma falsa liberdade ou igualdade de direitos num mundo dito democráttico e podre em que o mais grave de tudo é as mulheres que ao se “emanciparem” se tornaram coniventes com os homens não defendendo os valores femininos, nem as mulheres, mas os do Estado e dos homens e serem como os eles  e usarem as mesmas armas de domínio e poder ou sendo meros objectos de ostentação da vaidade do macho, não sendo de maniera alguma essa a essência da mulher. que renegaram. 
Mais grave do que a escravidão e abuso das mulheres é transformarem-nas no seu contrário e estas se traírem assim na sua essência. E nesta pretensa simulação de uma igualdade e liberdade nunca a mulher esteve tão longe do que Ela é na verdade e longe da razão do seu ser e portanto destituídas do seu Dom que prevalece na diferença e não na luta por um lugar neste mundo onde os valores do verdadeiro feminino de paz e amor, respeito pela natureza e poder de cura são ou deveriam ser o seu apanágio. Mas que isto não signifique que a mulher seja apenas um ser passivo e amorfo, que aceite tudo e se conforme com esta realidade. Não! Sou adversa as “Faces de Eva” passiva e submissa, como sou adversa a caricatura da mulher seja Atena guerreira nas batalhas sangrentas do homem pelo poder ou que vivem como meros como meros objectos sexualis desde menianas tanto como o seu contrário, assumindo atitudes e comportamentos de força e bélicos.
A mulher tem também em si a mulher selvagem e a guerreira, mas a sua luta é pela justiça e a verdade e não por propriedades e bens, terras e nomes...armas e petróleo! A mulher tem de lutar pela sua integridade se for preciso, tem de se impor ao homem e ao marido como ser independente e lutar pelo direito à sua soberania...mas nunca na guerra a seu lado...a nõa ser que a sua integridade seja posta em causa.
A mulher não tem país, mas a terra inteira a defender...
É o planeta que está em causa e não um território a defender de inimigos falsos e interesses que não são os seus porque elas são sempre as suas primeiras vítimas e os seus filhos carne para canhão. Ao longo dos séculos e dos milénios a carnificina repete-se e a humanidade reduzida a sua metade, assola outra metade pelo horror e prepotência de estados membros ou impérios. Fabricando armamento em massa e aparelhos dos mais sofisticáveis, dispensando orçamentos que alimentaria populações inteiras que morrem à fome e provocando guerras para alimentar uma indústria bélica a mais poderosa e destrutiva de todos os tempos, e que mais do que nunca ameaça o planeta de destruição global, dominando os países, mesmo os que se julgam autónomos em nome de uma justiça hipócrita que apenas esconde interesses económicos.
Se as mulheres do mundo inteiro, em cada país, em cada casa, se erguesse do mar das suas preocupações e da sua indiferença quanto ao destino das outras mulheres e de si próprias num sentido mais vasto e se voltassem para o mundo e dissessem NÃO com todas as forças da sua alma, se se virassem para si mesmas e pensassem que o mundo podia ser diferente se assim fizessem unindo as suas forças e que isso estaria nas suas mãos, o mundo mudaria em muito pouco tempo, por isso e porque está nas mãos das mulheres a grande mudança planetária, as mulherees estão a ser ameaçadas e perseguidas por máfias e predadores ... dentro dos seus prórpios países.
re-escrevendo
RLP

2 comentários:

Anónimo disse...

Cada vez mais, corroboro com as tuas palavras. Essa indução sobre o Ser Feminino é tão inconsciente na grande maioria, que é difícil de perceber de forma imediata. A tendência é sempre seguir, esperar os valores que foram impostos, quer pela força, quer pelo silêncio em relação à mulher ser em si. Ela, saiu de si, em direcção à ordem que a projecta para fora de si, sem contacto íntimo consigo mesma. Vive fora, no outro (pai, pátria, filhos, mundo).
Ela nunca é verdadeiramente amada, por todas essas razões, e nem por ela mesma. O amor nela é uma utopia, na medida que não está reconectada consigo. Não sabendo quem é, a realidade é sempre uma busca fora, e a sua natureza fica obstruída por todas essas entraves ditadas pelo exterior.
Vai de vazio em vazio numa procura de um lugar, onde pouco ou nada encontra que o nada de si.
Por tudo isso, a Ferida no Mundo é uma ferida sem limites, por falta do Feminino integrado, bem longe do caminho que as feministas traçaram. (O que bem explicas no texto.)

Este dilema da usurpação do feminino é longo processo de reconquista. Séculos, senão milénios, não conseguem derrubar tais muros de forma consensual, ainda que possam concordar em termos teóricos.
As mudanças de consciências levam muito tempo a serem processadas. E tudo o que está arraigado tem dificuldades em ceder. No fundo, tudo têm que ver com cedências. Cedências para uma nova organização do mundo, onde a função da Terra Mãe ganhe o seu lugar com dignidade.
A Terra tem sido sobejamente usada, da forma que todos sabemos, e como esta representa a Mulher, tal como o Céu, ou, o Olimpo representa a morada dos deuses, esta acaba por seguir o mesmo caminho.

O texto ilustra perfeitamente, estes maus tratos, os quais não têm fim, e que se promulgam apesar de toda a tecnologia que nos rodeia.

Sem cura do feminino, nem o homem e nem a mulher, encontrará uma ordem no Universo, e com isso a expansão da inteligência intrínseca a todos sem excepção.

Um beijo

(De Vim aqui um pouco ler-te.)

rosaleonor disse...

Grata minha amiga - se me permite publicarei...