domingo, outubro 17, 2021

MULHERES QUE LEEM LILITH...

 






Fátima Oliveira Sequeira Remédios

Estimada Rosa Leonor Pedro,
Profundamente grata por esta maravilhosa obra.
Um legado que sana, um bálsamo que regenera, um alívio que legitima.
Para todas as mulheres que se desejem compreender, amar e sentir, esta será a obra que procuram.
Para todas as mães que amam as suas filhas, esta será, garantidamente, a obra que quererão que leiam.
Para todas as filhas e filhos da Terra, este será o testemunho que a todos curará, nutrirá e transportará a uma nova História, curando e nutrindo, em simultâneo, a própria Terra.
Sentir e apreender Lilith, através da sua experiência, foi fundamental para mim.
Procurarei integrar este valioso ensinamento e fazê-lo chegar a outras mulheres, com carinho.
Um abraço reconhecido.

Maria de Fátima Oliveira Sequeira dos Remédios


Poema inspirado na leitura do livro...


Tu

 

Belo ser feito de amor

De poder incandescente

Que bela vibra esplendor

Fero vulcão iminente

 

Quanto alívio ao ser chegado

Doce abrigo luz ardente

Profundo vale encantado

Onde se entrega a semente

 

Vasto domínio humidade

Que te nutre, embala, entende

Voz, a porta da verdade

De quem com ela se acende

 

Puro instinto de sucção

Coração comanda e chama

Avassala de emoção

Do vórtice a soberana

 

Sou teu vassalo assumido

Indomável criatura

Por ti me encontro perdido

Mergulhado em formosura

 

Vontade sua suprema

É feroz certeza minha?

Não ouses calar a Voz

Pois aqui eu sou Rainha

 

É atroz beleza esta?

Não queiras parar a fonte

Pois agora sou veloz

Aqui no cimo do Monte.

 

Fogo que sai das entranhas

Estranhas este poder?

Coragem força tamanhas

Sangue vital a correr

 

Loucura sã melodia

De quem sabia a razão

No terreno onde cuspia

Quem não merecia o pão

 

Ouve agora nessa entrega

O canto da cotovia

Não dês àquele que nega

Pois é chegado o teu dia

 

Que pura sabedoria

Que desvelo maltratado

Onde o dia tudo cria

Queria ver o pecado

 

Acaso tu negas ser

O sangue, o suor, o pûs

Esse chamado da carne

Que também teve Jesus?

 

Acaso negas saber

Quem te colocou na cruz

E rejeitas conhecer

Esse que em ti é de Luz?

 

Desvario se empodera

Dança despida ao luar

Faz do lugar a quimera

Faz dessa força o teu lar

 

Esconder, não! nem negar

Essência dona da vida

Foge do jugo, a dançar

Do pater não consentida

 

Foge do jugo, a sorrir

Liberta o peito, a cantar

Espírito nutre, que abunda

Da Terra, do caminhar

 

Descalça desvenda o bosque

Ri de loucura sádia

Presença crua na terra

Mulher essência bravia

 

Sabe o segredo do vento

Da profundeza do rio

Ouve do murmúrio o fogo

Lava que corre, num fio

 

Mulher completa e esguia

Líquido ouro vasante

Resplandecente energia

Reminiscente, o semblante.

 

És Mulher plena desejo

Há muito no horizonte

Amada dona do beijo

És tu no cimo do Monte.


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