"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

sexta-feira, setembro 04, 2009

"SE EXISTIR UM FUTURO ELE IRÁ USAR A COROA DO MODELO FEMININO"

DEUSAS DA GALERIA CELESTIAL

“É tempo das mil deusas se manifestarem e acabarem com o sofrimento da Maya, o mundo da ilusão.”

O Supremo sgredo do Universo, como selado pelos sábios das amiores tradições místicas é de que o Universo é uma criança fruto de um casamento sagrado ilimitadamente fértil entre todos os opostos imagináveis – entre o transcendente e o imanente, espírito e matéria, escuridão e luz, masculino e feminino. Os budistas Mahayana celebram o Casamento Sagrado como a união da compaixão masculina e a sabedoria feminina em consciência iluminada, e o grande místico Kabir glorificou-o quando afirmou:”O absoluto sem forma é o meu pai, e a minha mãe é a divindade personificada”.

Uma grande tragédia do nosso mundo é o facto de a verdade harmoniosa desde o casamento de opostos ter sido esquecida num desastrozo excesso de ênfase daquilo a que podemos chamar valores de poder, controlo e domínio “masculinos” negativos. Este desiquilíbrio resultou na catastrófica crise global que pode ser vista na nossa adoração hierárquica económica, cultural e política; no crescimento de diferentes e letais fundamentalismos; na nossa obscena violação da natureza e da Terra; e nas nosas visões religiosas do divino desnaturam a matéria, desonram a sexualidade, desvalorizam o poder sagrado das relações e debelitam radicalemnte a santidade da própria vida. O resultado é o perigo apocalíptico potencialmente terminal que actualmente nos ameaça e desespera, e a falta de significado e a sensação de desespero que a todos ameaça. No entanto, como nos lembra o grande poeta Holderling: “Onde há perigo, surge a salvação”.
A salvação na nossa era, penso eu, assenta na completa e total reconstrução do feminino – a Mãe – em todos os estados de espírito, aspectos, qualidades, paixões e poderes. Somente o regresso da noiva banida e degradada em todo o esplendor, pode restituir um casamento sagrado autêntico entre o masculino e feminino capaz e resplandecente a todos os níveis da nossa vida tanto interior com esteriores. Com o regresso da Mãe, a raça humana pode uma vez mais ser infundida com a sua comnpreensãode interdependência, com a sua identificaçãocom todos os seres sencientes em ilimitada compaixão, o seu grande apelo de justiça para todos e com todo o seu terno apreço à vida. Somente a sabedoria e amor desta Mãe em acção em todas as áreas da vida pode agora salvar a raça humana. O grande sábio indiano Aurobindo escreveu: "Se existir um futuro, ele irá usar a coroa do modelo feminino”.
(...)
Excerto do Pósfácio do Maravilhoso Livro: DEUSAS DA GALERIA CELESTIAL do pintor tibetano Romio Ahresth – escrito por Andrew Harvey

3 comentários:

Luíza Frazão disse...

Só acrescentar que é de facto é um livro lindo, muito bem escrito, e com um prefácio de Deepack Chopra e outro de Caroline Myss. Vende-se na livraria Bulhosa.

Luíza

Rosa Leonor disse...

Luiza, obrigada pelo complemento da informação...
Hoje fui à Bulhosa e a menina não o encontrou, mas eu sei que Fnac também tem...

Um abraço

rleonor

Ana Nazaré disse...

Ahh que lindoooooooooooooo deve ser este livro