"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

sábado, abril 09, 2016

DOIS AUTORES de relevo...



A NATUREZA E A MULHER

"A natureza não se conforma com as leis do Homem, da Cultura, ela não pode ser contida. O homem vê dessa natureza incontrolável na Mulher - nos líquidos que fluem de sua genitália durante o sexo e menstruação, a partir de seus seios após o parto - e não só se sente ameaçado, como se sente profundamente atraído pelo que lhe falta e acha fascinante. Num impulso, o homem se volta para o céu, em direcção a Apolo, e investe sua energia numa lógica transcendental. Mas é tudo em vão. A Teologia ocidental nunca conquistou o paganismo, mas sim tentou adequá-la ao seu sistema tentando sublimá-la. Assim, o Feminino centrado no paganismo consegue manifestar-se no iconologias popular da cultura ocidental e continuar a ter vida fora do que resta da sua ideologia patriarcal."

CAMILE PAGLIA


A REPRESSÃO DO FEMININO

"Pela repressão a alegria do feminino foi rebaixada como mera frivolidade; a sua sensualidade expressa foi diminuída como coisa de prostituta, ou então ridicularizada pela seu sentimentalismo ou reduzida exclusivamente a instinto maternal; a vitalidade da mulher foi submetida ao peso das obrigações e da obediência. Foi essa desvalorização que gerou filhas desenraizadas e subterrâneas do patriarcalismo, separando a força feminina da paixão, tornando-a imagem dos seus sonhos e ideais de um céu inatingível mantidos pomposamente por um espírito que soa a falso quando comparado com os padrões instintivos simbolizados pela rainha do céu e da terra”.

jean markale - historiador francês

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