segunda-feira, novembro 07, 2016

CIRCULOS QUE SÃO LABIRINTOS


UMA REFLEXÃO DIFICIL...

CIRCULOS QUE SÃO LABIRINTOS...

Tenho de admitir que sem duvida alguma nem todas as mulheres que se dizem no caminho da Deusa ou dizem servir a Deusa estão prontas ou são capazes de se expressar e olhar para si  com uma percepção mais aguda de si mesmas indo ao mais fundo do seu Ser Mulher na busca de um sentir mais vasto sobre a sua Natureza profunda. Infelizmente  falta muita profundidade e introspecção às mulheres "new age"...falta muito coração e discernimento às mulheres da Roda. O que dá em  competição constante disfarçada de boas intenções, muita inveja camuflada, muita rivalidade e ódios entre si cobertos de mantas e trapos...Círculos que  fomentam sofrimento e dor, manipulação, cobranças e faltas enormes de carácter que acabam em separação brutal, umas contra as outras. São ou mulheres muito jovens que andam a brincar as bruxas, mas sonham como príncipe encantado ainda ou mulheres mais velhas manipuláveis e manipuladores, sem estrutura psíquica, ou mulheres infantis, complexadas quase todas, mulheres cheias de preconceitos e medos, tudo porque não se querem ver ao espelho e todas se julgam já muito sabedoras com umas tinturas de qualquer pratica estrangeira...sim, coisas sem pés nem cabeça e que não tem lugar na nossa vida diária nem fazem parte da nossa cultura ou tradição...No meio disto tudo há digo sempre e realço mulheres bem intencionas e sinceras, mulheres autênticas e que fazem a diferença...

O problema é muito vasto...e doloroso, difícil de diagnosticar...difícil de ver a olho nu...
Vamos tentar ver um pouco mais claro e fundo  isto...

Que tipos de mulheres somos?

Há à partida dois ou três tipos de mulheres na nossa sociedade actualmente.
As intelectuais que sabem bastante de factos, ciência e filosofia e tecnologia...que têm uma certa cultura geral através de todo e qualquer tipo de informação mental, mas que não aprofundaram nada d seu ser mulher, da sua intuição nem da sua psique e nem sequer diria da sua sombra e menos ainda da sua alma que mal entendem o que seja...como se isso fosse uma coisa abstracta tão longe dela estão...E há outro tipo de mulheres que começaram a fazer esse trabalho indo um pouco mais fundo no seu sentir e intuição, o de seu aprofundarem através dos mesmos meios, quiçá filosofia religião ou yoga, viradas para si e mais para dentro de algum modo, mas que também não chegam ao centro ou ao amago da questão. E depois há as ditas mulheres comuns, só religiosas, ou as mulheres que se identificam apenas com um deus e a fé cristã ou outra (Buda, Khrisna ou Maomé) e buscam um caminho espiritual só por si e sem que o seu ser mulher nisso seja uma prioridade ou sequer esteja em causa - normalmente é o que faz a religião em geral, aliena a mulher da sua identidade quer castigando-a acusando de pecadora ou colocando-a ao serviço do senhor seu deus e marido-filho etc. como mulher santa e ideal.
Depois digamos aparece um outro tipo de mulheres que são neste momento em grande percentagem nestes meios - as mulheres que se buscam dentro da ideia superficialmente difundida do feminino sagrado - através de uma abordagem new age -, em que tudo é abordado pela rama sem consistência nem profundidade e raramente com bases sérias de um conhecimento baseado da história do que foi o desvio histórico cultural que projectou as mulheres no Sistema patriarcal como seres secundários e objectos de prazer ou de reprodução ao serviço da sociedade e do homem. E isso é aceite tacitamente por elas, e onde se situam ainda e portanto sem fazer a diferenciação do que era a Mulher autónoma e livre de antes - numa perspectiva matriarcal digamos - fazendo uma mixórdia de conceitos e ideias optando por uma forma de viver (antiga) e negando outra (a real), que é a atitude mais comum, e que corresponde à das mulheres que acabam por seguir estas vias do dito "feminino sagrado" sem terem consciência alguma da sua cisão e da sua divisão secular entre a santa e a puta; elas defendem essa cisão (criando a mesma separação entre as mulheres) como sendo deusas diferentes, Atena, Afrodita e Hstia etc. sem consciência nenhuma de facto do que é a Mulher integral ou de Liith, a mulher inicial, mesmo falando dela, como os papagaios.
Quase todas elas vivem e convivem de forma superficial entre si, sem se darem  de coração e alma aos ditos "processos" que mais não são do que a repetição de conceitos e preconceitos velhos pintados de novas cores baseados nos mesmos tabus e crenças das religiões antigas ou estrangeiras, apenas mascarados de roupagem novas, supostamente de mulheres em circulo; No fundo as mesmas regras patriarcais e dogmáticas sobre a identidade da mulher, as mesmas lutas e competição e marcando a sua divisão secular, como ainda sendo as boas de um lado e as más do outro...as que pecam e as que se salvam...as que são orientadas para servir o homem e o seu deus de qualquer forma...e ponto final nesta trapalhada toda.
RLP

2 comentários:

Lídia disse...

Trabalho difícil, não nos é ensinado em lado nenhum,ser mulher inteira! !

rosaleonor disse...

Tem toda a razão - é uma verdade incontornável, ninguém nos ensina a ser Mulher Inteira...nem ninguém fala da cisão milenar da mulher ...mas estamos nós aqui a fazer o caminho...e a tentar sair do labirinto!
Obrigada pelo seu comentário...

rlp