O SORRISO DE PANDORA

“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja. Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto. Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “ In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam

quinta-feira, outubro 25, 2018

A MULHER-MULHER



A MULHER DENTRO DO SISTEMA
 
Resumidamente: mulher foi dividida em dois tipos de mulher basicamente ao longo dos séculos ...a santa e a puta. Estes dois modelos, um de cada lado, antagonizados, nos romances e no cinema, na musica e nas telenovelas hoje, continua a ser o da esposa virtuosa e fiel e o da escandalosa ou ordinária provocadora que é uma ameaça aos maridos, generalizou-se esta dicotomia na mulher (e dentro da mulher) como se fossem duas categorias de mulheres - dependentemente de serem ricas ou pobres - claro, que as pobres eram ordinárias e as ricas umas senhoras etc. Este quadro manteve-se maios ou menos idêntico sendo que hoje em dia tudo está como que disfarçado, mas de qualquer forma é o que predomina no inconsciente colectivo de homens e mulheres: nós aceitamos a prostituição das mulheres como aceitamos o casamento como modelos de vida padrão e próprios desta sociedade. 
Mais recentemente (no ultimo século) com a afirmação das intelectuais e das feministas da igualdade e toda esta farsa da emancipação, esses modelos foram mais ou menos disfarçados e coloridos de muitas cores e até enchidos como os chouriços de silicone e plásticas...bumbus e e seios perfeitos e depois as femen - mulheres livres e sem problemas que tem tantos homens como os homens mulheres e as vadias misturaram tudo isso num cocktail malotove? que é a ordem do dia em todo o mundo civilizado e depois temos as milhares e milhões de desgraçadas sem eira nem beira, as mulherzinhas, as coisas nenhumas, essas barrigas de aluguer por contrato, que são as mães das populações de países inteiros e que as Simones de Beauvoir e outras famosas escritoras no cimo da sua cátedra ou púlpitos ...existencialistas, marxistas ou católicas vieram com as teorias e as idealizações sobre a liberdade da mulher se é que nasce ou não nasce mulher...MAS NA VERDADE O QUE ESTÁ Á VISTA É QUE TUDO ESTÁ NA MESMA. É o inconsciente colectivo que dita o domínio do homem na violência doméstica, o feminicídio e a violação cada vez mais evidente não só na guerra como no que se passa de facto no mundo e nas casas e não nas nossas conversas de café digo de internet. E isto muito grosso modo.

rlp

Sem comentários: