O SORRISO DE PANDORA

“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja. Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto. Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “ In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam

segunda-feira, outubro 14, 2019

A MORTE DA MÃE



A MORTE DA MÃE NA ORISTEIA 
    

… " Lembremos a história: Orestes mata a sua mãe durante a guerra de Tróia. Passamos então do Matriarcado ao Patriarcado: passamos da linhagem da mãe para a linhagem do pai. A antigas deusas matriarcais pre-olímpicas da Justiça, as Erínias, perseguem então o matricida. Mas Athena, a Virgem anti-matriarcal ao serviço de seu pai, Zeus, absolve Orestes."

A partir daí este é o princípio que rege a nossa história e a nossa cultura grego romana: a partir do assassínio da Mãe pelo filho com consentimento de Atena. A Oresteia é escrita como fundamento de uma nova sociedade patriarcal, onde a mãe não existe - tal como o afirma Atena na absolvição de Orestes: ela diz: "não há crime porque não há Mãe..." Esta é a sua lei. Ela impera até hoje!

rlp

ATENA A FILHA DO PAI
A Deusa não conheceu sua mãe, Métis...

"Talvez o maior diferenciação da Deusa Atena está em não ter conhecido e não ter convivido com a mãe, Métis. Na verdade Atena parecia não ter consciência de que tinha mãe, pois considerava-se portadora de um só genitor, Zeus. Na qualidade de tão somente "filha do pai", Atena tornou-se uma defensora dos direitos e dos valores patriarcais.
Ela era o "braço direito" de Zeus, com crédito total para usar bem sua autoridade e proteger as prerrogativas dele. Muitas dedicadas secretárias executivas, que devotam suas vidas a seus patrões, são bons exemplos das convicções da Deusa Atenas." (...)

(?)

Sem comentários: