domingo, novembro 14, 2004

VOLTAR À POESIA...

É a poesia que nos resgata a alma recriando e transcendendo a visão da parca realidade que nos circunda. É a poesia que circula no nosso sangue quando nos abre as veias à inspiração para nos reavivar, nas palavras mágicas a eterna memória, acordando a saudade infinita, de um todo que já fomos, ponte entre o aqui e o longe do que éramos ou sonhámos outrora e não nos lembramos mais.
Escrita, viagem a um interior, cósmico, corre como espada que corta e perfura as barreiras, gume afiado, corcel alado que nos leva ao sabor do Verbo, no enlevo ou enleio de uma alma cheia, como seta lançada ao vento, sem alvo visível e que escapa à toda a razão humana...
Escrita que nos fala através de ressonâncias, palavras e símbolos como vindas das nuvens ou brumas, passado ou futuro velado que como um véu se rasga na grande premência que é a laceração da alma, na busca de uma outra inteligência, superior, que se não mede a rima, mas vem do coraçâo e é puro ritmo.
Como um hino, um credo ou um canto...e nos liberta da matéria que nos aprisiona nesta terra e nos eleva ao lugar de orígem, princípio que nos habita e que se nos revela como uma iniciação no prosseguir a nossa luta contra as sombras...

r.l.p.

"CABE ÀS MULHERES REDESCOBRIR O FEMININO,
DAR À LUZ UMA ALMA NOVA,
CAPAZ DE ASSUMIR A SUA DIMENSÃO CÓSMICA"


Antónia de Sousa

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