terça-feira, julho 20, 2004

REPUBLICANDO TEXTOS...


“NÃO HÁ CRIAÇÃO SEM DOR, PODE TER-SE MAIS OU MENOS CONSCIÊNCIA DISSO, DEPENDENDO DO TIPO DE PROFUNDIDADE QUE SE ATINJA OU PROCURE ATINGIR. O MEU TRABALHO TEM UMA DIMENSÃO METAFÍSICA E ESSA TEM DE SER NECESSÁRIAMENTE DOLOROSA”.


“Senti-me sempre profundamente mulher. A mulher é muito diferente do homem. O criador não tem sexo, porém a criatividade não tem nada a ver com isso: há, no entanto, um carácter específico da personalidade feminina. Nisso sou exemplo típico. As mulheres são mais audaciosas. Mesmo caladas, e se analisarmos bem a História, são audazes. A mulher é muitíssimo mais forte, e eu sou uma mulher muito forte, porque faço da minha fragilidade força”.

(...)
Talvez o seu corpo astral esteja ferido. E se chorar cair-lhe-á dos olhos uma lágrima invisível porque o corpo é o leito onde dormimos permanentemente até ao momento de sabermos que estamos sempre abertos para a cegueira irreal, a única verdadeira.
E se o deslumbramento cessa, cessa o canto."

(In SIGMA - 1965)

ANA HATHERLY

Sem comentários: