"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Rosas de Ísis

(...)
"Enquanto o neófito jazia ali deitado, as nuvens juntavam-se e do centro surgiu uma mão de inexcedível beleza, que lhe tocou na testa – o perfume das rosas foi deixado sobre a sua testa; a mão tocou seus lábios e sentiu que jamais seriam causa de mentiras no mundo, através das mentiras do seu próprio ser, pois os dedos queimaram seus lábios, que ficaram a arder, muito embora o perfume das rosas de Ísis permanecessem como bálsamo.
A mão estendeu-se para a frente, ele a segurou e, gradualmente, uma figura formou-se das nuvens; uma figura verdadeira, manifestação da beleza e da paz que o aguardavam. A presença transformou-se numa alma viva que respirava, alguém que ele reconhecia e que conhecera em muitas vidas. Ele recordou-se do momento da morte, noutras vidas, em que esperara por ela no limiar da ponte da morte e a saudara com doçura, do mesmo modo como ela o saudara também…"
Mona Rulfe
INICIAÇÃO JUNTO AO NILO

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