sábado, março 28, 2009

A VIDA QUOTIDIANA

SOMOS MEROS ESPELHOS UNS DOS OUTROS...
Às vezes sinto-me esmagada pela mediocridade da vida quotidiana…pelo plano raso do grosso da humanidade, dominada pela intriga social e sexual, pelo drama daqueles que vivem na superfície do seu ser, sempre em conflito e luta mental, por afirmações categóricas ou dogmáticas, estritamente egóicas ou por interesses mesquinhos e materiais.
É de facto isso o que se passa à superfície do que se chama a “vida normal” das pessoas comuns…e eu necessariamente incluída. Porque apesar da diferença ou da consciência que possa ter de um outro nível de vida e a vontade de me manter acima (ou abaixo) dessa superfície, o facto é que sou atingida pela incompreensão dos demais, seja através do julgamento supérfluo e da calúnia, seja pela inveja ou rancor daqueles que não querem ver um pouco mais fundo em si mesmos, daqueles que não querem ver a sua própria dualidade e ir além dela. Aqueles que não querem ver a sua sombra e nos projectam o seu medo ou o ódio de si mesmos! Aqueles que não querem ver que somos espelhos uns dos outros e que o mal e o bem estão dentro de cada um de nós, sendo mais fácil, de acordo com os conceitos de normalidade, julgar sempre os outros como a fonte de todo o mal, nomeadamente a mulher (não esquecer que ela é a “fonte do mal” na Bíblia).
Somos todos espelhos uns dos outros. Uns baços e outros toscos, outros tão nítidos que duvidamos do que estamos a ver…E deste modo, quanto mais límpido for o espelho mais ele espelha a mediocridade e a raiva ou o ódio dos outros que nos apontam o dedo. Quanto mais um ser é generoso e ama desinteressadamente ou mais se caminha no sentido do amor incondicional mais "as massas" o atacam e ferem como o fizeram sempre aos santos e aos mártires e ao próprio Cristo…
E não é preciso ser-se santo nem mártir e menos ainda Cristo para se ser alvo da insídia, da inveja, do ódio…basta ser integro e sincero, basta ser-se sério e fiel a qualquer coisa que em nós é incorruptível…isso é suficiente para que o “próximo” não nos perdoe e nos odeie visceralmente ou nos olhe como se fossemos o maior inimigo da humanidade…
Sim foi assim que os homens crucificaram Cristo e continuam a sacrificar todos os que lhes espelham o caminho do meio…

rlp

POR TUDO ISTO AS VEZES DÁ MESMO VONTADE DE MUDAR DE PLANO.
MAIS OU MENOS PARA ESTE LUGAR:

12 comentários:

Anónimo disse...

Assino embaixo
At[e amanhã
Beijooooooooooooooooos

marian disse...

menos, Rosa... menos!
nem tudo é preto e branco. e nem tudo é oito ou oitenta, tambem há o caminho-do-meio. se é verdade que somostodosum, na ilusão do separatismo que é a n/ condição actual, nunca sabemos todos os lados da história... e raramente somos donas da verdade absoluta...

NEANDERTHAL disse...

sofro com tudo isto...

Anónimo disse...

Amiga Rosa: sou uma fada ou bruxa do tempo, às vezes culpabilizada pelos meus silêncios! Mas sigo-te de longe. Concordo totalmente contigo. O problema é, que muita gente tem medo de levar o caldeirão até ao fundo do seu poço...Quanto ao resto, isto é viver e agir fora da norma, procura por parte de alguns escárnios, maldizeres e, tudo o mais! Que importância tem isso se, ser poeta é estar sózinho, como Pessoa e, tantos mais...Além disso, a sociedade patriarcal não conduz a uma reflexão como a tua.um beijinho. Rosário

Anónimo disse...

obrigada juliana.

Anónimo disse...

pois é Marian, faz lembrar a história dos cegos que queriam ver um elefante...

Anónimo disse...

para um homem de NEANDERTHAL está a evoluir demasiado rápido, já sofre com isto tudo...Não era suposto! Isso é coisa de mulheres e vocês gostam é da imagem tradicional do bárbaro a arrastá-las pelo chão e pelos cabelos...

rl

Anónimo disse...

rosário...

que é feito de ti?
compreendo que seja a assim na distância geográfica...
desejo que tudo esteja bem contigo
e até sempre!

um abraço

rleonor

rosario duarte costa disse...

Rosa: cá estou, sentada no sofá do tempo, costas dobradas de tanto carregar a Pátria às costas! Mas, de longe, a visão é melhor; a saudade mais larga...Não posso abandonar a terra madrasta que me abraçou quando a terra mãe me abandonou(no momento em qne eu mais necessitava dela! Viste que eu traduzi uns dedos dos teus poemas no meu blog? Um grande beijinho.rosario duarte da costa

Anónimo disse...

NÃO sabia doteu Blog, e agora que acabo de ver o teu trabalho acho-o óptimo Fico muito contnte que o tenhas feito!!! É um trabalho fantástico. Não vi enum poema meu...diz-me onde está..gostava de de ver a tua tradução...e desde já agradeço.
Fico feliz po esta ligação das línguas e das pátrias...incluindo a Espanha. As pontes são cada vez mais necessárias...Parabéns e um grande abraço
rosa leonor

Nana Odara disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
vc sabia q era eu...
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Anónimo disse...

Rosa!
Juntei hoje dois poemas teus em francês no meu blog. Anteriormente havia publicado na secçao "autores lusofonos" porque é o modo mais pratico de integrar todos/as os/as autores/as de que gosto!
Dir-me-as se te sentes na minha traduçao, pois traduzir para mim nao é o "cambio"da palavra mas o que se ressente.
http://caligrafias-iberes.over-blog.com