quarta-feira, março 14, 2007

O MONSTRO TVI


“Porque, precisamente," puxa o pior que há na natureza humana".
Clara Pinto Correia

"Elas são bonitas, eles são inteligentes e o contrário não é verdade"*

Estes são os apresentadores da "bela e do mestre", foto de Piet Hein...
"Não quero usar o termo burra"
Mas Piet Hein, para quem A Bela e o Mestre é "uma experiência social", vê tudo ao contrário. " Vai fazer o preconceito das crianças diminuir. Porque ao reforçar o contraste de uma forma tão vincada desconstrói os estereótipos." *

Mas tudo isto é ignóbil e o que se passa na TVI é apenas a axaltação da mediocridade e neste caso a exposição ao ridículo da mulher como " burra"…e é patético e gritante a forma como a mulher será exposta às perguntas insidiosas do burro do apresentador…Na verdade ele está habituado a burros…e a comer palha concerteza! Foi por isso que também foi o escolhido! Quanto á menina apresentadora ela também me parece um bom jumento…o mesmo diria em relação ao Juri que aceita fazer um programa destes e dizer que não é por dinheiro, mas pela experiência… As senhoras do juri diria o que já sabemos, uma é boa espécime mas a outra diz-se inteligente e esperta…
Quanto aos senhores do juri...não vale a pena dizer dizer nada...
O DINHEIRO VALE TUDO. MESMO TIRAR OLHOS...
O público e as audiências vão zurrar imenso todos os dias frente ao êcran. Sem dúvida que as audiências gostam é de palha e a TVI é exímia em alimentar este povo...tão burro...
Estamos todos cada dia mais burros.

A verdade verdadinha, é que todos se vendem e é só por dinheiro que todos estão ali…a ajudar a embrutecer o povinho...

Neste casos os moralistas do NÃO ou os Patriarcas de Lisboa e Portugal já não dizem nada…e até lhes convém voltar a difundir a ideia da mulher sem miolos…antes não tinha alma…

A Bela e o Mestre além de ser um NOJO é sem sombra de dúvida um retrocesso escandaloso e um ataque muito sério à realidade da mulher pois como diz a socióloga:

"É ao contrário da realidade"

“A socióloga Isabel Dias, professora da Universidade do Porto e autora de vários estudos relacionados com violência de género, não concorda. "O programa constitui um retrocesso no que diz respeito às conquistas que as mulheres fizeram, um regresso aos estereótipos mais básicos do género. A contradizer aliás o que sucede hoje na sociedade portuguesa, na qual os níveis de escolaridade nas mulheres são muito mais elevados que nos homens. Andaram à procura de uma agulha num palheiro para encontrar mulheres assim. Damos alguns passos em relação à educação para a paridade, e depois um miúdo vê isto... "*


* EXCERTOS DE CRÓNICA DO DN de Fernanda Câncio

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