quinta-feira, março 29, 2007

A TV DE TODOS NÓS E A MULHER MODELO DELES...


"Factor M de Merche... de mulher, mãe e muito mais"
Paula Brito*

"Quando forem 11.30 de sábado, Merche Romero entra em cena na RTP1. Desta vez sozinha, na condução, em directo, de uma "verdadeira" espécie de magazine semanal, o Factor M. "O M pode relacionar-se com Merche, mas também com mulher, mãe... e muito mais (ver entrevista ao lado)", disse ao DN a apresentadora, que se confessa "fascinada pela adrenalina do directo" do programa. "É um registo que mostra a veracidade", reforça. Além de matérias de interesse mais feminino, Factor M, um formato de entretenimento que se quer "para toda a gente", terá sempre um convidado especial nas mais diversas áreas da sociedade portuguesa."dn

A televisão vai brindar-nos com mais esta vedeta representante (do imaginário masculino ) do factor M "de mulher mãe e muito mais..." - "Mais" só se for de factor MERDE (em francês para não chocar).
Enfim quel Merche!!!

Esta vedeta acompanhante de futebolistas, perfeito estereótipo do mais alienante que há, representativa do mais vulgar padrão da mulher objecto vai servir "de exemplo" mediático para um programa de mulheres em Portugal???
Um bocadinho pior do que a SIC Mulher...

É ASSIM QUE VÃO ACABAR COM A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E A PROSTITUIÇÃO, LANÇANDO ESTE BELO EXEMPLAR DO "FEMININO" ELEITO PELOS HOMENS DA BOLA?

Realmente estes tugas, SÃO MESMO TUGAS e não mudam na eleição das suas Divas do bordel televisivo!!!

Sim TV e Factor M...de m...

Só mais uma borrada nacional para alimentar de lixo as mulheres portuguesas!
Continuamos fiés da santa e da puta...em directo!
A MULHER do meio não existe , a mulher verdadeira não consta do aparato...
Sim a MULHER-MULHER, natural, não digo a de bigode, como nos retratam ainda os brasileiros, e franceses, mas a mulher "normal" a mais comum, a mulher que pertence a grande maioria das mulheres que somos todas nós, masi velhas e talvez gordas, sem operações plásticas, sem silicone; para quando os verdadeiros problemas da Mulher Real?

1 comentário:

Anónimo disse...

Caríssima, os estereótipos existem, sempre existiram e sempre existirão. Aceite-os como tal e não se remeta à raiva. Tal como os estereótipos, a diferença é uma das mais bonitas qualidades da humanidade.

Toda essa revolta não tem sentido. Parece-me que está a escudar a sua frustração pessoal no estandarte do feminismo.

Cumprimentos